O poder transformador dos encontros. Duas gerações, dois modos de enfrentar e viver a vida e a morte, uma história de amor única no cinema. “Ensina-me a Viver” é o filme tema de nosso 39º Encontro Virtual Cinematógrafo e Saladearte Daten, que acontece nesta quarta (26 de ago), às 19h30, via Google Meet. Assista ao filme até lá e participe!

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Nossos encontros virtuais acontecem às quartas e aos sábados. Os filmes indicados são assistidos com antecedência e são temas de nossas conversas! Para participar e receber por email os links especiais e as infos de nossos encontros virtuais, cadastre-se:

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NOTA DOS CURADORES

Duas gerações, dois modos de enfrentar a vida e a morte, uma história de amor única no cinema.

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Um amor entre um jovem de 20 anos e uma mulher de 79! Em Ensina-me a Viver, de 1971, (Harold and Maude, no original), faz rir e talvez chorar, ensejando reflexões sobre a finitude da vida e o aprendizado da alegria. Dirigido por Hal Ashby e baseado num roteiro que foi lançado como romance por Collin Higgins, a obra teve diversas adaptações, dentre elas uma para a TV e outras três para o teatro, ganhando, inclusive, uma versão brasileira com a atriz Glória Menezes no papel de Maude.

Harold (Bud Cort) é um jovem que tem tudo na vida e mesmo assim sofre de um vazio existencial que o torna mórbido e excêntrico, cujo passatempo é simular suicídios para chamar a atenção de sua mãe. Ele compra um carro fúnebre e gosta de ir a funerais de pessoas desconhecidas. Em um desses funerais ele conhece Maude (Ruth Gordon), uma mulher de 79 anos, viúva, e que também gosta de ir a funerais, mas – ao contrário de Harold – ela vai não para se entreter com o clima fúnebre, e sim porque acha “o círculo da vida” divertido.

Filme chave da década de 1970, foi primeiro execrado pela crítica, passando a ganhar a admiração de muitos com o tempo. À época do seu lançamento, Ensina-me a Viver – que mostrava um jovem rico mas sem perspectivas de futuro – destoava do vigoroso ânimo contracultural, juvenil e colorido, que vigorava então. O filme antecipava a atmosfera política e social sombria que se avizinhava, com o recrudescimento da Guerra do Vietnã, escândalos políticos e reação conservadora.

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Entretanto, a personagem Maude, consciente da finitude da vida, aparece para manter viva a chama do amor e do sentimento trágico da vida, dando ao jovem Harold “lições” de alegria e experiências de amor. O clima sombrio que o filme antecipava era também por ele mesmo confrontado, trazendo iluminâncias à angústia juvenil, valorizando o amor, os encontros e a vida como experiência e finitude, tragédia e beleza! Valorizando a graça de viver num mundo controverso e, não raro, adverso.

Destaque de “Ensina-me a Viver” é a maravilhosa trilha sonora. Composta por Cat Stevens (depois de se converter ao islamismo mudou de nome, passando a se chamar Yusuf Islam), as músicas do filme são participantes da narrativa. Leves e alegres, elas traduzem a essência sentimental e emocional do filme, dando o tom existencial em harmonia com os diálogos inspiradores entre Maude e Harold.

A música tema do filme, “If you want to sing out, sing out”, reflete a ideologia de Maude. Os trechos da música onde se diz “Well, if you want to sing out, sing out, and if you want to be free, be free” (“Bem, se você quer cantar, cante, e se você quer ser livre, seja”), ou “You can do what you want, the opportunity’s on and if you find a new way” (“Você pode fazer o que quer, a oportunidade está aí e você pode encontrar um novo caminho”) são frases que a personagem com certeza falaria e que, musicalmente, se tornam ainda mais marcantes!

Por Mel e Fabricio, cineastas e curadores do Cinematógrafo.


Vamos conversar sobre “Ensina-me a Viver” nesta quarta (26), no 39º Encontro Virtual Cinematógrafo e Saladearte Daten, que começa às 19h30 e acontece via Google Meet. Assista ao filme até e participe!

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ENCONTROS VIRTUAIS

Os Encontros Virtuais Cinematógrafo e Saladearte Daten acontecem nas tardes de sábado e nas noites de quarta desde o início da quarentena, sempre com um filme diferente sugerido pelos curadores do Cinematógrafo, os cineastas Camele Queiroz e Fabricio Ramos, e que pode ser visto online, em casa, a qualquer hora antes do encontro. As conversas acontecem via Google Meet e são participativas. A ação é gratuita, aberta e não tem fins comerciais.

Acompanhem o Instagram e Facebook do Cinematógrafo para ficar por dentro de nossa programação de Encontros Virtuais, que acontecerão durante todo o período em que as salas de cinema precisarem ficar fechadas por conta do distanciamento social necessário para conter a disseminação do coronavírus.

 

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