Neste sábado (23/out), vamos ao nosso 106º Encontro Virtual Cinematógrafo e Saladearte. Será às 16h, via Meet. Participe! Inscreva seu email para receber os links especiais, os acessos às salas virtuais e participar das conversas! OS EMAILS são entregues toda quarta-feira.

Nossos encontros virtuais são abertos e gratuitos e acontecem sempre aos sábados. Os filmes indicados são assistidos com antecedência e são temas de nossas conversas! Para participar e receber por email os links especiais e as infos de nossos encontros virtuais, cadastre-se! OS EMAILS são entregues toda quarta-feira:

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📒 NOTA DOS CURADORES

“Todas as Mulheres do Mundo” se situa em algum lugar muito próprio, propriamente domingueano, entre Woody Allen e a Nouvelle Vague – Por fabricio e mel.

Paulo José e Leila Diniz. Flávio Migliaccio, Marieta Severo e Joana Fomm, 1966, Rio. “Todas as Mulheres do Mundo” é o primeiro filme de Domingos de Oliveira (1936-2019), que foi ator, diretor, dramaturgo, poeta e cineasta. Seus temas, em plena emergência do Cinema Novo, valorizavam a vida erótica e afetiva da pequena burguesia carioca. Enquanto apareciam “Maranhão 66” e “Terra em Transe”, de Glauber, Domingos de Oliveira lançava essa saborosa comédia dramática em que a dimensão erótica se constitui como o coração da vida num período de transformação de valores e liberação sexual.

Paulo (Paulo José) é um jornalista mulherengo e hedonista que que se encanta por Maria Alice (a lendária Leila Diniz), que por sua vez está comprometida com Leopoldo. Se, para Maria Alice, o amor é como um objeto que precisa de cuidado constante, Paulo vê em James Bond, referência do ideal masculino mediado pela cultura de massa, a pessoa mais relevante do mundo contemporâneo. Que coisa! O que vemos é um jogo de aproximações e tensões entre Paulo e Maria Alice, Amor e Erotismo, Fidelidade e Desejos, tudo narrado dramaticamente com graça e agilidade.

 “Todas as Mulheres do Mundo” se situa em algum lugar muito próprio, propriamente domingueano, entre Woody Allen e a Nouvelle Vague, entre o transe dionisíaco e o transe político que se abatera no país naqueles anos pós-golpe de 1964. O golpe está lá, na memória recente de Paulo, como uma data de referência para ele se lembrar de uma de suas festas natalinas, sempre um pretexto, claro, para convocar a presença das mulheres.

Se, por um lado, o filme se desvia dos temas sociais típicos dos cinemanovistas para expor ludicamente os dramas amorosos de uma classe média urbana e boêmia, por outro, oferece um recorte de um incontornável realismo fundamental para pensarmos certos contornos do cenário cultural do país. A vida sexual, geralmente, é envolvida por muitas camadas, e Domingos de Oliveira, se não nos propõe um ‘transe’ poético, nos convida à Poética dionisíaca, num filme de narrativa ágil e fortemente cinematográfico, lúdico e dramático como um casal que se atira ao amor e à vida com um copo de uísque nas mãos. Esta é, aliás, uma imagem digna de Domingos de Oliveira.

Por Camele Queiroz e Fabricio Ramos, cineastas e curadores


📌 nossos encontros são abertos e gratuitos.

PARTICIPE!

Assista ao filme até sábado 23/out) e participe do nosso 106º Encontro Virtual Cinematógrafo e Saladearte. Os curadores Mel e Fabricio vão introduzir a conversa e depois abrir à participação do público. Venha compartilhar suas impressões conosco.

Inscreva seu email para receber os e-mails de nossos encontros, com links e infos. Os e-mails são entregues nas quartas-feiras e os encontros acontecem sempre nas tardes de sábado. A participação é gratuita, aberta a contribuições voluntárias.

Dúvidas? Entre em CONTATO conosco.

ENCONTROS VIRTUAIS

Encontros Virtuais, presenças reais!

Os Encontros Virtuais Cinematógrafo e Saladearte vêm acontecendo desde o início da pandemia, sempre com um filme diferente sugerido pelos curadores do Cinematógrafo, os cineastas Camele Queiroz e Fabricio Ramos, e que pode ser visto online, em casa, a qualquer hora antes do encontro. As conversas acontecem via Google Meet e são participativas. A ação é gratuita, aberta e não tem fins comerciais.

Acompanhem o Instagram e Facebook do Cinematógrafo para ficar por dentro de nossa programação de Encontros Virtuais. Viemos realizando os encontros durante todo o período em que as salas de cinema precisaram ficar fechadas por conta do distanciamento social necessário para conter a disseminação do coronavírus. Com o retorno das salas, nossos encontros vão mudar, mas devem continuar! Aguardem!

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