“Era Uma Vez em Tóquio”, de Yasujiro Ozu, é o filme tema do nosso 77° Encontro Virtual Cinematógrafo e Saladearte, que acontece neste sábado (20/mar), às 16h, via Google Meet. Participe! Inscreva seu email para receber os links especiais, os acessos às salas virtuais e participar das conversas! OS EMAILS são entregues toda quarta-feira.

Nossos encontros virtuais são abertos e gratuitos. Em 2021, eles acontecem sempre aos sábados. Os filmes indicados são assistidos com antecedência e são temas de nossas conversas! Para participar e receber por email os links especiais e as infos de nossos encontros virtuais, cadastre-se! OS EMAILS são entregues toda quarta-feira:

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NOTA DOS CURADORES

Por Fabricio e Mel, cineastas e curadores do Cinematógrafo

Chegamos a Yasujiro Ozu, um dos grandes nomes da história do Cinema! Para muitos, “Era Uma Vez em Tóquio” (Tokyo Monogatari, 1953) é sua obra-prima! Mas não poderíamos dizer o mesmo de “Pai e Filha” (1949) ou de “Flor de Equinócio” (1958)? Filmes que, tal como “Tokyo”, nos envolvem sutilmente em seus dramas contidos e de sensibilidade cotidiana.

Em “Era Uma Vez em Tóquio”, um casal de idosos vai a Tóquio visitar os filhos. Eles notam que alguma coisa na relação familiar mudou, impactada pela rotina dos filhos que, embora atenciosos, estão atarefados e envolvidos com seus próprios problemas. A viúva de um de seus filhos, entretanto, lhes dedica atenção especial e desenvolve uma relação terna com o velho casal.

Ozu realizou mais de 50 filmes no Japão, desde a época do Cinema mudo até o início da década de 1960, quando ele morreu. Mas foi no período pós-guerra que seu estilo se definiu e seus temas mais caros o tornaram um dos cineastas mais admirados do mundo, sobretudo por outros grandes cineastas, como Wim Wenders e Abbas Kiarostami. Desde “Pai e Filha”, Ozu expressa com sutileza dramática as delicadas tensões geracionais e familiares que marcam um Japão em processo de radical transformação cultural, que vivencia no cotidiano da vida os conflitos entre os valores tradicionais e a emergência de uma sociedade ocidentalizada.

“Era Uma Vez em Tóquio” é uma das obras mais representativas de Ozu. Apoia-se num dos temas mais caros do mestre japonês: a dissolução da família tradicional japonesa, cuja tradição se desintegra em meio da espiral modernizadora. Os dramas são mínimos, mas intensos, e o estilo de Ozu, apesar do rigor e precisão com que situa a câmera e conduz os diálogos em seus filmes, tem na simplicidade seu traço mais marcante. Acompanhamos seus personagens com ternura crescente e, de repente, nos pomos a chorar em uma cena qualquer.

É que nesse aparente “qualquer”, nesse cotidiano de dramas íntimos, reside a força do cinema de Ozu, cuja misteriosa simplicidade nos preenche de emoção, não pela dramaticidade nem apelos narrativos, mas por uma identificação profunda e íntima com os dramas e as imagens mais essenciais de nosso tempo.


PARTICIPE!

Assista ao filme até sábado (20/MAR) e participe do nosso 77º Encontro Virtual Cinematógrafo e Saladearte. Os curadores Mel e Fabricio vão introduzir a conversa e depois abrir à participação do público. Venha compartilhar suas impressões conosco.

Inscreva seu email para receber os e-mails de nossos encontros, com links e infos. Os e-mails são entregues nas quartas-feiras e os encontros acontecem sempre nas tardes de sábado. A participação é gratuita, aberta a contribuições voluntárias.

ENCONTROS VIRTUAIS

Os Encontros Virtuais Cinematógrafo e Saladearte, em 2021, passam a acontecer nas tardes de sábado, sempre às 16h. Os encontros vêm acontecendo desde o início da quarentena, sempre com um filme diferente sugerido pelos curadores do Cinematógrafo, os cineastas Camele Queiroz e Fabricio Ramos, e que pode ser visto online, em casa, a qualquer hora antes do encontro. As conversas acontecem via Google Meet e são participativas. A ação é gratuita, aberta e não tem fins comerciais.

Acompanhem o Instagram e Facebook do Cinematógrafo para ficar por dentro de nossa programação de Encontros Virtuais, que acontecerão durante todo o período em que as salas de cinema precisarem ficar fechadas por conta do distanciamento social necessário para conter a disseminação do coronavírus.

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