“Nuestro Tiempo” (2018), do diretor mexicano Carlos Reygadas, é o tema do 95º Encontro Virtual Cinematógrafo e Saladearte, sábado, dia 7/ago, às 16h, como sempre, via Meet.

Participe! Inscreva seu email para receber os links especiais, os acessos às salas virtuais e participar das conversas! OS EMAILS são entregues toda quarta-feira. Abaixo, a NOTA DOS CURADORES.


 

📒 NOTA DOS CURADORES

por Fabricio Ramos e Camele Queiroz*

Poética da Natureza Humana

O cinema do diretor mexicano Carlos Reygadas se debruça sobre as questões mais profundas que substanciam a psique humana em relação agônica com as forças da natureza. Se no belo “Luz Silenciosa” (2007), filme que é um ponto de virada no cinema do diretor, a natureza é o cenário para a manifestação mística de um amor indefinido, em “Nuestro Tiempo” é o próprio amor – Eros – que define os conflitos humanos mais fundamentais.

Um prólogo sinaliza um contexto incerto e nós demoramos a descobrir o que aquelas imagens nos querem informar. O casal Juan e Esther vive uma relação aberta, cujo pacto se baseia no diálogo como instância de respeito mútuo. Entretanto, a chegada de Phil na fazenda, um adestrador de cavalos amigo de Juan, instaura uma crescente turbulência emocional.

O envolvimento com o filme se desenrola de modo gradual, exigindo paciência, inquietando-nos de curiosidade. Aos poucos nos aproximamos do casal Juan e Esther, que vivem com seus filhos numa fazenda de criação de touros. A princípio, eles parecem meros patrões daquela propriedade um tanto desolada e bonita, mas aos poucos apreendemos a complexidade das personagens: ele, poeta reconhecido. Ela, também ligada às artes eruditas.

“Nuestro Tiempo” é, fundamentalmente um filme sobre o desejo, um questionamento sobre o que é o Amor em sua expressão erótica e enquanto força básica da natureza sublimada pela desesperada racionalidade humana.

* Fabricio e Mel são cineastas, pesquisadores e curadores do Cinematógrafo na Saladearte. Realizaram Mostras de Cinema como a “Cine Odé – Cinema no Terreiro”, em Ilhéus, e dirigiram juntos vários filmes, destacando-se “hera” (2012), “Muros” (2015) e “Quarto Camarim” (2017).

📌 nossos encontros são abertos e gratuitos.uitos.


 

PARTICIPE!

Assista ao filme até sábado (7/ago) e participe do nosso 95º Encontro Virtual Cinematógrafo e Saladearte. Os curadores Mel e Fabricio vão introduzir a conversa e depois abrir à participação do público. Venha compartilhar suas impressões conosco.

Inscreva seu email para receber os e-mails de nossos encontros, com links e infos. Os e-mails são entregues nas quartas-feiras e os encontros acontecem sempre nas tardes de sábado. A participação é gratuita, aberta a contribuições voluntárias.

Dúvidas? Entre em CONTATO conosco.

ENCONTROS VIRTUAIS

Encontros Virtuais, presenças reais!

Os Encontros Virtuais Cinematógrafo e Saladearte vêm acontecendo desde o início da pandemia, sempre com um filme diferente sugerido pelos curadores do Cinematógrafo, os cineastas Camele Queiroz e Fabricio Ramos, e que pode ser visto online, em casa, a qualquer hora antes do encontro. As conversas acontecem via Google Meet e são participativas. A ação é gratuita, aberta e não tem fins comerciais.

Acompanhem o Instagram e Facebook do Cinematógrafo para ficar por dentro de nossa programação de Encontros Virtuais, que acontecerão durante todo o período em que as salas de cinema precisarem ficar fechadas por conta do distanciamento social necessário para conter a disseminação do coronavírus.

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