A diretora japonesa que já passou pelo Cinematógrafo com “O Segredo das Águas”.  “Floresta dos Lamentos” é um filme de impregnações afetivas e emocionais profundas. Este é o filme tema do 84º Encontro Virtual Cinematógrafo e Saladearte, que acontece neste sábado (8/mai), às 16h, como sempre, via Google Meet.

Participe! Inscreva seu email para receber os links especiais, os acessos às salas virtuais e participar das conversas! OS EMAILS são entregues toda quarta-feira. Abaixo, a Nota dos Curadores.

Nossos encontros virtuais são abertos e gratuitos. Em 2021, eles acontecem sempre aos sábados. Os filmes indicados são assistidos com antecedência e são temas de nossas conversas! Para participar e receber por email os links especiais e as infos de nossos encontros virtuais, cadastre-se! OS EMAILS são entregues toda quarta-feira:

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NOTA DOS CURADORES

“Floresta dos Lamentos” é um filme de impregnações afetivas e emocionais profundas – Por Fabricio e Mel, cineastas e curadores do Cinematógrafo.

Os filmes de Naomi Kawase, em essência, evocam uma paradoxal relação intrínseca entre espiritualidade e imanência. Nós conversamos sobre “O Segredo das Águas” (2014) no nosso 30º Encontro Virtual. Neste 84º Encontro, retornamos a um dos primeiros trabalhos da diretora japonesa, “Floresta dos Lamentos”, lançado em 2007, um filme de impregnações afetivas e emocionais profundas, cujo minimalismo narrativo é compensado por sua crescente carga de energia dramática e poética.

“Floresta dos Lamentos” evoca a cosmologia da imanência que Kawase expressa em seus filmes. Shigeki é um velho que vive num asilo rodeado de uma vasta floresta, apegado à memória de sua esposa Mako, que morrera há trinta e três anos. Machiko é uma jovem cuidadora que passa a trabalhar no asilo e se aproxima, de algum modo, de Shigeki. É que ela também vive a dor e o luto da perda de seu filho. O encontro de ambos, através de um passeio frustrado, os conduz ao interior da floresta e ao interior de suas próprias dores.


As forças e elementos da natureza – os ventos, a chuva, o fogo e a noite – lançam o manto por sobre a relação entre a jovem cuidadora e o velho “senil” que, numa reunião no asilo, se perguntava se estava mesmo vivo, mas na floresta cheia de beleza e perigos, sente-se vivo. A experiência na floresta, em que Shigeki perambula em busca o túmulo de Mako enquanto Machiko o segue, enseja, entre os dois andarilhos, uma comunicação profunda, mediada pelo corpo, pela terra, pela própria floresta telúrica e misteriosa, pelas luzes e sons, pela comunhão das lágrimas.

Na alegoria poética que o drama do filme sugere, as evocativas forças da natureza, reais e milagrosas, proporcionam não somente um modo de superação do luto, mas um despertar pleno de finitude, de perda e de uma alegria que escapa à compreensão e dispensa a transcendência: é uma alegria constituinte da vida trágica.


PARTICIPE!

Assista ao filme até sábado (8/mai) e participe do nosso 84º Encontro Virtual Cinematógrafo e Saladearte. Os curadores Mel e Fabricio vão introduzir a conversa e depois abrir à participação do público. Venha compartilhar suas impressões conosco.

Inscreva seu email para receber os e-mails de nossos encontros, com links e infos. Os e-mails são entregues nas quartas-feiras e os encontros acontecem sempre nas tardes de sábado. A participação é gratuita, aberta a contribuições voluntárias.

ENCONTROS VIRTUAIS

Os Encontros Virtuais Cinematógrafo e Saladearte, em 2021, passam a acontecer nas tardes de sábado, sempre às 16h. Os encontros vêm acontecendo desde o início da quarentena, sempre com um filme diferente sugerido pelos curadores do Cinematógrafo, os cineastas Camele Queiroz e Fabricio Ramos, e que pode ser visto online, em casa, a qualquer hora antes do encontro. As conversas acontecem via Google Meet e são participativas. A ação é gratuita, aberta e não tem fins comerciais.

Acompanhem o Instagram e Facebook do Cinematógrafo para ficar por dentro de nossa programação de Encontros Virtuais, que acontecerão durante todo o período em que as salas de cinema precisarem ficar fechadas por conta do distanciamento social necessário para conter a disseminação do coronavírus.

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