Neste sábado (16/out), vamos ao nosso 105º Encontro Virtual Cinematógrafo e Saladearte. Será às 16h, via Meet. Participe! Inscreva seu email para receber os links especiais, os acessos às salas virtuais e participar das conversas! OS EMAILS são entregues toda quarta-feira.

Nossos encontros virtuais são abertos e gratuitos e acontecem sempre aos sábados. Os filmes indicados são assistidos com antecedência e são temas de nossas conversas! Para participar e receber por email os links especiais e as infos de nossos encontros virtuais, cadastre-se! OS EMAILS são entregues toda quarta-feira:

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📒 NOTA DOS CURADORES

Um intenso e penetrante retrato dos rom – Por fabricio e mel.

Gadjo é como os ciganos chamam quem não é cigano. Dilo é louco em romani, o idioma dos Rom. “Gadjo Dilo” (1997), ou “Estrangeiro Louco”, do diretor Tony Gatlif, argelino que foi para França e é também de ascendência rom, revela um penetrante retrato desse povo, o povo cigano, uma gente misteriosa, de costumes milenares, de difícil ou impossível assimilação cultural, odiada e estigmatizada em toda parte ao longo de séculos.

Em “Gadjo Dilo”, Stéphane é um jovem de Paris que viaja à Romênia em busca de uma misteriosa cantora rom de quem seu pai falava com admiração antes de morrer, e que se chamava Nora Luca. Percorrendo a pé uma estrada coberta de neve, Stéphane acaba chegando a um vilarejo romeno onde ele se encontra com Izidor, um rom que acaba levando o gadjo para a sua comunidade cigana.

Stéphane não fala romani. A sua precária comunicação com Izidor e, depois, com toda a comunidade Rom, se dá por meio de gestos, da música e da dança. A sua estadia no vilarejo, que primeiro o recebe com desconfiança, acontece como uma envolvente experiência de aproximação e descoberta, uma vivência radical da diferença cultural.

A Romênia concentra uma grande população rom que vive, no geral, em condições extremadas de precariedade e que constitui um “problema social” no país, cuja história é de permanente perseguição aos ciganos, quadro agravado com a pobreza generalizada e as crises políticas que se intensificaram depois do fim do comunismo, acirrando conflitos étnicos que, envolvendo diversos grupos conflitantes entre si, tinham todos eles os ciganos como um inimigo comum. Um mundo em mutação que preserva conflitos milenares.

Mas o diretor Tony Gatlif parece reconhecer que o cinema, enquanto meio de expressão, aceita ser apenas a superfície das experiências que revela. O filme nos convida apenas a um périplo de Stéphane naquela comunidade, onde se vê imerso numa profusão de gritos e risos, musicalidade, dramas, erotismo e vivacidade de um povo marginalizado e excluído. Esse limite do cinema é, afinal, também a sua riqueza: em “Gadjo Dilo”, somos estrangeiros loucos que, na superfície da tela, vivemos uma experiência viva de sensível intensidade.

Gatlif nasceu em 1948 em Argel e foi para França em 1960, durante a guerra da Argélia. Começou a trabalhar no teatro e, depois, no cinema, lançando seu primeiro filme em 1975. Em 1981, com “Corre, Gitano”, Gatlif direciona o foco de seu trabalho para povo rom da Europa Oriental, realizando “Gaspard et Robinson” em 1990 e a obra-prima “Latcho Drom” em 1993.

Por Camele Queiroz e Fabricio Ramos, cineastas e curadores


📌 nossos encontros são abertos e gratuitos.

PARTICIPE!

Assista ao filme até sábado (16/out) e participe do nosso 105º Encontro Virtual Cinematógrafo e Saladearte. Os curadores Mel e Fabricio vão introduzir a conversa e depois abrir à participação do público. Venha compartilhar suas impressões conosco.

Inscreva seu email para receber os e-mails de nossos encontros, com links e infos. Os e-mails são entregues nas quartas-feiras e os encontros acontecem sempre nas tardes de sábado. A participação é gratuita, aberta a contribuições voluntárias.

Dúvidas? Entre em CONTATO conosco.

ENCONTROS VIRTUAIS

Encontros Virtuais, presenças reais!

Os Encontros Virtuais Cinematógrafo e Saladearte vêm acontecendo desde o início da pandemia, sempre com um filme diferente sugerido pelos curadores do Cinematógrafo, os cineastas Camele Queiroz e Fabricio Ramos, e que pode ser visto online, em casa, a qualquer hora antes do encontro. As conversas acontecem via Google Meet e são participativas. A ação é gratuita, aberta e não tem fins comerciais.

Acompanhem o Instagram e Facebook do Cinematógrafo para ficar por dentro de nossa programação de Encontros Virtuais. Viemos realizando os encontros durante todo o período em que as salas de cinema precisaram ficar fechadas por conta do distanciamento social necessário para conter a disseminação do coronavírus. Com o retorno das salas, nossos encontros vão mudar, mas devem continuar! Aguardem!

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