Com a participação do diretor recifense Daniel Aragão, “Boa Sorte, Meu Amor” (2012), seu primeiro longa, é o tema do 96º Encontro Virtual Cinematógrafo e Saladearte, sábado, dia 14/ago, às 16h, como sempre, via Meet.

Participe! Inscreva seu email para receber os links especiais, os acessos às salas virtuais e participar das conversas! OS EMAILS são entregues toda quarta-feira. Abaixo, a NOTA DOS CURADORES.


 

📒 NOTA DOS CURADORES

por Fabricio Ramos e Camele Queiroz*

A intrusão insidiosa do progresso e as relações dialéticas entre capital e interior num Brasil em transformação são o terreno em que se desenrola a ação dramática de “Boa Sorte, Meu Amor” (2012), primeiro longa do cineasta recifense Daniel Aragão. Trata-se de uma história de amor e autodescoberta sob a pressão de questões históricas e sociais que impactam os modos de ser individuais.

Maria sai do interior do sertão pernambucano para Recife, em busca de autonomia e de realização. Ela conhece Dirceu e com ele vive um romance cujas tensões e diferenças redirecionam a vida da jovem que sonha em ser pianista. A narrativa se inverte e é o anti-herói Dirceu que, movido por uma paixão incerta, se volta para o interior: o interior de Pernambuco, de suas origens, de si mesmo.

O apelo dramático disputa espaço com a sensorialidade que permeia o filme, produzindo um efeito um tanto perturbador, tanto narrativa quanto esteticamente. Uma história de amor atravessada pelo drama social, “Boa Sorte, Meu Amor” é também um filme realista com lampejos surrealistas, uma obra visual com estrutura dramática literária ou teatral, dividida em três atos que insinuam os sentidos centrais do filme.

Lançado em 2012, o filme participa de um momento aflitivo da imagem que o Brasil, o Brasil grande em choque com a sua própria história de violência e violação, buscava fazer de si mesmo. Não à toa, o primeiro filme de Daniel Aragão mescla beleza plástica e imagens incômodas cuja fotografia em preto e branco quase estourada exprime, esteticamente, um universo de contrastes, inversões, choques e sentimentos sobre a vida que não se desvincula de um substrato histórico nem sempre enfrentado francamente no país.

* Fabricio e Mel são cineastas, pesquisadores e curadores do Cinematógrafo na Saladearte. Realizaram Mostras de Cinema como a “Cine Odé – Cinema no Terreiro”, em Ilhéus, e dirigiram juntos vários filmes, destacando-se “hera” (2012), “Muros” (2015) e “Quarto Camarim” (2017).

📌 nossos encontros são abertos e gratuitos.


 

PARTICIPE!

Assista ao filme até sábado (14/ago) e participe do nosso 96º Encontro Virtual Cinematógrafo e Saladearte. Os curadores Mel e Fabricio vão introduzir a conversa e depois abrir à participação do público. Venha compartilhar suas impressões conosco.

Inscreva seu email para receber os e-mails de nossos encontros, com links e infos. Os e-mails são entregues nas quartas-feiras e os encontros acontecem sempre nas tardes de sábado. A participação é gratuita, aberta a contribuições voluntárias.

Dúvidas? Entre em CONTATO conosco.

ENCONTROS VIRTUAIS

Encontros Virtuais, presenças reais!

Os Encontros Virtuais Cinematógrafo e Saladearte vêm acontecendo desde o início da pandemia, sempre com um filme diferente sugerido pelos curadores do Cinematógrafo, os cineastas Camele Queiroz e Fabricio Ramos, e que pode ser visto online, em casa, a qualquer hora antes do encontro. As conversas acontecem via Google Meet e são participativas. A ação é gratuita, aberta e não tem fins comerciais.

Acompanhem o Instagram e Facebook do Cinematógrafo para ficar por dentro de nossa programação de Encontros Virtuais, que acontecerão durante todo o período em que as salas de cinema precisarem ficar fechadas por conta do distanciamento social necessário para conter a disseminação do coronavírus.

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