Nesta quarta, dia 4/mai, vamos ao nosso 120° Encontro Virtual Cinematógrafo e Saladearte! Os encontros virtuais se mantém, quinzenalmente, nas noites de quarta, sempre abertos e gratuitos. A dinâmica é participativa, com condução dos curadores, os cineastas Mel e Fabricio. O assunto, desta vez, é “Meu Tio Antoine” (1971), obra-prima de Claude Jutra, um dos nomes mais importantes do cinema canadense.

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Nossos encontros virtuais são abertos e gratuitos e acontecem nas quartas-feiras, quinzenalmente. Os filmes indicados são assistidos com antecedência e são temas de nossas conversas! Para participar e receber por email os links especiais e as infos de nossos encontros virtuais, cadastre-se! OS EMAILS são entregues no domingo anterior ao encontro.
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📒 NOTA DOS CURADORES

… um conto de amadurecimento e uma abrangente reflexão universal sobre a condição humana , suas fragilidades e desafios ...  – Por Mel e Fabricio

Claude Jutra (1930-1986), diretor, ator e roteirista, é um dos maiores nomes do cinema canadense. Em “Meu Tio Antoine” (1971) não nos deixemos enganar pelo título. Vamos ver sim, o tio Antoine, mas a presença que nos envolve é a do adolescente Benoit (Jacques Gagnon), de 14 anos, que ajuda o seu tio no ofício de agente funerário em uma aldeia de mineiros, na Quebec dos anos 1940.

O filme resulta de uma parceria de Jutra com seu amigo Clément Perron, coautor do roteiro. Enquanto Jutra, cineasta de estilo modernista e experimental, viveu num bairro nobre de Montreal, Perron dizia conhecer “as pessoas reais de Quebec”, rememorando sua infância numa pequena cidade de proletários cercada de pequenos fazendeiros e trabalhadores das minas.

Essa combinação de sensibilidades torna “Meu Tio Antoine” uma crônica realista da perda da inocência de um garoto em plena véspera de natal. Tudo acontece numa vila de aspecto um tanto desolado, em torno do cotidiano do armazém geral em que Benoit ajuda a tia e o próprio tio Antoine, que tocam o lugar. Ali Benoit observa os acontecimentos, aprendendo, com a vida mesma, sobre amizade, o florescer da sexualidade, esperanças e angústias, trabalho, traição e, por fim, a descoberta de que a morte é parte inescapável do sentido de viver.

Oscilando entre lirismo e melancolia, belas imagens e uma suave ironia dramática, a obra-prima de Jutra é um conto de amadurecimento, com nuances e encantos que se referem alegoricamente à história de Quebec e do Canadá, mas que transcorre, sobretudo, como uma abrangente reflexão universal sobre a condição humana , suas fragilidades e desafios.

Por Mel e Fabricio, cineastas e curadores do Cinematógrafo


📌 nossos encontros virtuais são abertos e gratuitos.

Participe do nosso 120º Encontro Virtual Cinematógrafo e Saladearte, ação que viemos realizando desde o início da pandemia, mas que ganharam dinâmica própria e continuam, mesmo com a retomada das sessões presenciais. Os curadores Mel e Fabricio vão introduzir a conversa e depois abrir à participação do público. Venha compartilhar suas impressões conosco.

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