“Túmulo dos Vagalumes”, de Isao Takahata, foi o filme tema de nosso 43º Encontro. Assista a gravação, que começa com a apresentação dos curadores e abre-se para a participação direta do público!

Nossos encontros virtuais acontecem às quartas e aos sábados. Os filmes indicados são assistidos com antecedência e são temas de nossas conversas! Para participar e receber por email os links especiais e as infos de nossos encontros virtuais, cadastre-se:

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NOTA DOS CURADORES

Um libelo antibelicista de um mestre da animação japonesa

O 43º Encontro Cinematógrafo será sobre o dilacerante “Túmulo dos Vagalumes”, de Isao Takahata, uma das mentes mais brilhantes do mundo da animação. Takahata, que nos deixou em 2018, foi um dos gênios criadores do célebre Studio Ghibli, ao lado de Hayao Miyazaki, outro gênio da animação.

Lançado, portanto, em 1988, “Túmulo dos Vagalumes” narra a história de duas crianças japonesas que, no fim da segunda guerra mundial, tentam desesperada e esperançosamente, sobreviver numa cidade assolada pelos constantes bombardeios aéreos e pela miséria que toda guerra traz em seu rastro de morte e destruição. Trata-se de um sensível drama de guerra que desloca o foco das cenas de ação para valorizar a perspectiva de duas crianças que sofrem as consequências de um conflito de proporções catastróficas.

Ao criar o filme, Takahata se inspirou no livro homônimo do escritor japonês Akiyuki Nosaka, autor do relato parcialmente biográfico Túmulo dos Vagalumes. Nosaka, que se tornara órfão pouco depois de nascer (em 1930), realmente perdeu os pais adotivos em 1945, durante os bombardeios da Força Aérea dos Estados Unidos sobre o Japão.

No filme, Takahata adapta a história trágica criando um drama realista de dois órfãos obrigados precocemente a enfrentar o terror, a perda e a fome, numa luta pela vida não isenta de amor, companheirismo e ludicidade. A alternância das cenas dramaticamente impactantes com momentos de beleza em meio do caos, sem o recurso da fantasia onírica típico de animações, dá ao filme o caráter de uma obra profunda e exigente, emocionante e desafiadora, que grita e clama contra a desumanização crescente do mundo. Um clamor tanto mais revoltante porque nos chega a partir da enternecedora perspectiva infantil.

“Túmulo dos Vagalumes” não teve carreira nos Festivais de cinema considerados mais importantes e badalados, mas ganhou prestígio e consolidou seu lugar ao longo dos anos.

Por Mel e Fabricio, cineastas e curadores do Cinematógrafo.


Vamos conversar sobre “Túmulo dos Vagalumes” no nosso 43º Encontro Virtual Cinematógrafo e Saladearte Daten, que acontece nesta quarta (9 de set), às 19h30, via Google Meet. Assista ao filme até lá e participe!

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ENCONTROS VIRTUAIS

Os Encontros Virtuais Cinematógrafo e Saladearte Daten acontecem nas tardes de sábado e nas noites de quarta desde o início da quarentena, sempre com um filme diferente sugerido pelos curadores do Cinematógrafo, os cineastas Camele Queiroz e Fabricio Ramos, e que pode ser visto online, em casa, a qualquer hora antes do encontro. As conversas acontecem via Google Meet e são participativas. A ação é gratuita, aberta e não tem fins comerciais.

Acompanhem o Instagram e Facebook do Cinematógrafo para ficar por dentro de nossa programação de Encontros Virtuais, que acontecerão durante todo o período em que as salas de cinema precisarem ficar fechadas por conta do distanciamento social necessário para conter a disseminação do coronavírus.

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