LA SAPIENZA, de Eugène Green, é o filme tema de nosso 34º Encontro Virtual Cinematógrafo e Saladearte, que acontece neste sábado (8), às 16h. Participe!


Em breve, a gravação do encontro estará aqui.


Link temporário para o filme (máx. de três dias): expirado.


Film

NOTA DOS CURADORES

A arquitetura de uma cultura revela a noção de Humano que vigora em uma época e lugar. Em “La Sapienza”, de Eugène Green, o tema da criação de espaços e suas relações com a luz ilumina uma metáfora sobre o sacrifício, o amor e o aprendizado.

Um casal francês, Aliènor, que é psicanalista e socióloga, e Alexandre, um requisitado arquiteto, vive uma fase de angústia, assombrado por fantasmas do passado e pela falta de sentido de suas vidas e profissões. Alexandre decide viajar para a Suíça e a Itália, para estudar o legado barroco de Francesco Borromini e seu “rival” Gian Lorenzo Bernini. Na viagem, eles conhecem o jovem casal de irmãos italianos, Lavinia e Goffredo, que transformam as suas vidas, ao tempo em que se vêem transformados pela relação com seus novos amigos franceses.

A mística de Barromini contrasta com o racionalismo de Bernini. Para Alexandre, a hierarquia e a ordem racional apagaram de sua memória a Luz. É Goffredo, apaixonado pelas possibilidades da arquitetura de criar espaços de luz para as pessoas, que renova a visão de Alexandre e, numa relação de aluno e professor, eles vivem uma experiência de aprendizado mútuo.

Lavinia e Aliènor, buscando entender o significado da infelicidade e da felicidade, buscam reconciliar razão e espiritualidade e transmutar seus sofrimentos em emancipação e independência, valorizando o sentido da vida que reside no amor.

Eugène Green reforça, em “La Sapienza”, o seu encantamento com o período barroco, trazendo questões e problemas da modernidade e do mundo contemporâneo, tanto no nível social quanto no nível dos sentimentos individuais, para um espaço próprio do barroco, carregado de exuberância e contrastes, em algum lugar entre a luz e a sombra que fazem a vida.

“La Sapienza” é o quarto filme de Eugène Green que vamos discutir nos Encontros Virtuais Cinematógrafo e Saladearte, completando um passeio pela filmografia do diretor nascido em Nova Iorque, mas que escolheu se tornar francês, movido, sobretudo, por sua relação metafísica com a palavra e a língua, esses grandes mistérios.

Por Fabricio e Mel

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Nosso 34º Encontro Virtual Cinematógrafo e Saladearte acontece neste sábado (8), às 16h. Participe!

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