“Yo, También” (2009), dos diretores espanhóis Antonio Naharro e Álvaro Pastor, é o filme tema de nosso 29º Encontro Virtual Cinematógrafo e Saladearte Daten, nesta quarta (22), às 19h30, via Google Meet.

Gravação do Encontro:


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NOTA DOS CURADORES

Uma relação afetiva que nos sugere pensar sobre a própria noção de normalidade e alteridade.

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Sem maiores pretensões estéticas e dramáticas, “Yo, También” (2009), filme dos diretores espanhóis Antonio Naharro e Álvaro Pastor, conta uma história de amor e de amizade. Mas não uma história como as outras, porque ela inclui uma condição especial.

Daniel (Pablo Pineda) é um jovem com síndrome de Down, o primeiro a se formar na Universidade. Quando ele começa a trabalhar num órgão público voltado para o atendimento de pessoas com necessidades especiais, Daniel conhece Laura, uma mulher que não tem síndrome de Down e que guarda para si as suas memórias dolorosas. Com o convívio no trabalho, eles vão se aproximando um do outro e desvelando os dramas que cada um enfrenta em suas próprias vidas.

A constância de planos próximos e a estética “câmera na mão”, aliados ao ritmo ágil, dão ao filme uma atmosfera de despretensão e de cativante intimidade, prescindindo de reviravoltas dramáticas. Uma das questões essenciais do filme, talvez, se liga ao conflito entre o anseio de “normalidade” e a afirmação (e aceitação) da diferença.

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De fato, Pablo Pineda é, na “vida real”, formado na Universidade e, sem dúvida, empresta ao personagem Daniel muito de sua própria vivência. A relação entre Daniel e Laura implica questões culturais, emocionais e sociais – atravessadas pelo desejo – que, provavelmente, somente as pessoas que têm síndrome de Down e/ou convivem com elas, enfrentam de modo sensível.

“Yo, También” recebeu vários prêmios em importantes festivais, inclusive o de Melhor Ator para Pablo Pineda em San Sebastian. Trata-se mesmo de uma história sensível cujo tema é pouco abordado no cinema dramático. As ótimas atuações dos protagonistas, junto com a trilha sonora envolvente e pontual, contribuem para uma experiência de impacto sutil, mas muito próprio. Uma relação afetiva que nos sugere pensar sobre a própria noção de normalidade e alteridade.

Por Fabricio e Camele, cineastas e curadores do Cinematógrafo.

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