Nesta quarta (23/fev), vamos ao nosso 115º Encontro Virtual Cinematógrafo e Saladearte. Desde a retomada dos encontros presenciais, nossos Virtuais acontecem quinzenalmente, às quartas. O 115º Encontro começa às 19h30, via Meet. Participe! Os nossos encontros são gratuitos e abertos.

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Nossos encontros virtuais são abertos e gratuitos e acontecem nas quartas-feiras, quinzenalmente. Os filmes indicados são assistidos com antecedência e são temas de nossas conversas! Para participar e receber por email os links especiais e as infos de nossos encontros virtuais, cadastre-se! OS EMAILS são entregues no domingo anterior ao encontro.
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📒 NOTA DOS CURADORES

... Mas, na busca de encontros, ela insinua uma grande vontade de vida represada que somente encontros, inclusive eróticos, podem fazer eclodir.. – Por Mel e Fabricio

Associa-se a cineasta belga Chantal Akerman (1950-2015) ao estilo autorreferencial: a relação com sua mãe, sobrevivente de Auschwitz e presença importante no cinema da filha, os estudos de personagens femininas, o deslugar de uma geração pós-guerra na Europa… são estes os temas do universo semântico de Chantal, que realizou cerca de 40 filmes em sua carreira. Em “Os Encontros de Anna” (1978), a autorreferência ganha contornos definidos.

Afinal, no filme, Anna Silver (Aurore Clément) é uma jovem cineasta belga que está viajando pela Bélgica, Alemanha e França para exibir seu novo filme. Ao longo do périplo, ela se encontra com tipos que têm em comum um reflexivo espírito de apatia e a solidão, não isentos de um sentido difuso de esperança em meio a sensação de vazio. Um desses encontros de Anna é com a sua mãe…

Chantal dizia que decidiu fazer cinema depois de ver, aos 15 anos, “Pierrot Le Fou”, de Godard. Sua sintaxe cinematográfica, entretanto, em especial neste “Os Encontros de Anna”, se remete a algo de Wim Wenders. Périplos de personagens sem lugar, uma Europa marcada pela memória da catástrofe, uma hipermodernidade que comprime o espaço tempo e é cheia de espaços insípidos, portas eletrônicas, quartos de hotéis.

Anna transita por esses ambientes, entre trens e hotéis, carregando uma aparente apatia. Mas, na busca de encontros, ela insinua uma grande vontade de vida represada que somente encontros, inclusive eróticos, podem fazer eclodir. Anna, cineasta, tem o hábito de olhar pelas janelas a vastidão homogênea do mundo moderno, como uma espectadora em busca de imagens. Talvez essas imagens ausentes sejam, a um só tempo, a riqueza que ela busca expressar e o sentido de sua busca nesse périplo de encontros.

Por Mel e Fabricio, cineastas e curadores do Cinematógrafo


📌 nossos encontros virtuais são abertos e gratuitos.

Participe do nosso 115º Encontro Virtual Cinematógrafo e Saladearte, ação que viemos realizando desde o início da pandemia, mas que ganharam dinâmica própria e continuam, mesmo com a retomada das sessões presenciais. Os curadores Mel e Fabricio vão introduzir a conversa e depois abrir à participação do público. Venha compartilhar suas impressões conosco.

Inscreva seu email para receber os e-mails de nossos encontros, com links e infos. Os e-mails são entregues nos domingos e os encontros acontecem nas noites de quarta-feira, quinzenalmente. A participação é gratuita, aberta a contribuições voluntárias.

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