Nesta quarta, dia 21/set, vamos ao nosso 129° Encontro Virtual Cinematógrafo e Saladearte! O assunto, desta vez, é o filme “Machuca” (2004), do diretor chileno Andrés Wood.

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📒 NOTA DOS CURADORES

“Machuca” valoriza o aspecto emotivo das vicissitudes políticas que definem a trajetória histórica dos países como o nosso. – Por Mel e Fabricio

Memória e cinema têm afinidades. Em “Machuca” (2004), o diretor chileno Andrés Wood parte de reminiscências pessoais de sua própria infância para dramatizar um momento histórico e político central da história do Chile. O filme se passa no início da década de 1970, período em que Salvador Allende governava o país depois de vencer as eleições, para ser derrubado e morto no golpe de 1973, que levou Pinochet ao poder ditatorial.

No filme, Gonzalo Infante, um garoto de 11 anos que é um dos alunos mais ricos da escola Saint George’s College (uma instituição católica tradicional dirigida por um padre de inclinação progressista), conhece Pedro Machuca, um menino pobre do subúrbio, de ascendência indígena. Do convívio escolar surge uma amizade que revela a Gonzalo um mundo, para ele, desconhecido: um mundo de dramáticas dificuldades sociais, acentuadas pelas transformações políticas resultantes do golpe militar.

“Machuca”, entretanto, é narrado da perspectiva de Gonzalo e de sua relação com Pedro. O choque cultural e social entre os dois amigos é o terreno das descobertas juvenis: companheirismo e traição, sexualidade e rebeldia, protesto e sobrevivência, experiências intensas que se dão em meio aos acontecimentos políticos que tornaram ainda mais sensíveis as diferenças entre os dois amigos.

Para Andrés Wood, o cinema deve expressar sempre uma razão muito pessoal, aliando sensibilidade ao sentido histórico e à reflexão política, sobretudo acerca de um momento conturbado do Chile cujos impactos permanecem na vida das pessoas e na história do país. É o que vemos em “Machuca”, um filme político e pessoal, de sensibilidade histórica que guarda, inclusive, relações com a percepção política atual, não somente no Chile, mas na América Latina, valorizando o aspecto emotivo das vicissitudes políticas que definem a trajetória histórica dos países como o nosso.

– Por Mel e Fabricio, cineastas e curadores do Cinematógrafo.


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Participe do nosso 129º Encontro Virtual Cinematógrafo e Saladearte! Os encontros virtuais são uma ação que viemos realizando desde o início da pandemia, mas que ganharam dinâmica própria e continuam, mesmo com a retomada das sessões presenciais. Os curadores Mel e Fabricio vão introduzir a conversa e depois abrir à participação do público. Venha compartilhar suas impressões conosco.

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