No dia 30 de julho (sáb, 16h), teremos uma sessão Cinematógrafo especial! Vamos exibir “O Homem Que Não Dormia” (2012), diretor Edgard Navarro, que estará presente juntamente com parte da equipe do filme. Além de Navarro, virão as atrizes Mariana Freire e Evelin Buchegguer, os atores Bertrand Duarte e Fábio Vidal, além de Tuzé de Abreu e, possivelmente, André T., que fazem a música do filme. E Moacyr Gramacho, diretor de Arte, que pretende comparecer, mas só poderá confirmar mais para a frente.

📌 SÁBADO, 30 de julho, às 16h, na Saladearte – Cinema do Museu, Corredor da Vitória.

O Cinematógrafo é uma iniciativa independente criada pelos cineastas Camele Queiroz e Fabricio Ramos, que acontece em parceria com o Circuito de Cinema Saladearte. A ideia é promover encontros de cinema, tornando os cinemas da Saladearte um espaço de encontro, de pensamento e diálogo crítico, expandindo as relações com os filmes propostos pela curadoria dos cineastas Camele e Fabricio.

A cada mês, uma programação diferente de diversas ações do Cinematógrafo. Participe! O Cinematógrafo é uma invenção dos participantes a cada encontro.

👉 INGRESSOS

Os ingressos para a sessão especial de “O Homem Que Não Dormia” já estão disponíveis, antecipadamente, ma bilheteria do Cinema do Museu, na Vitória, ou via zap da sala: (71) 99315-7956 (atendimento das 13h às 20h).

Presenças confirmadas:

📒 NOTA DOS CURADORES

Espiritualidade telúrica e realidade onírica na paisagem mágica da Chapada Diamantina

Na paisagem mágica da Chapada Diamantina, um padre, um mendigo, um jovem louco, a esposa do coronel e uma jovem mulher veem seus caminhos se cruzarem com a chegada de um misterioso peregrino, na encruzilhada dos sonhos e da realidade.

Em “O Homem Que Não Dormia” (2012), Edgard Navarro evoca o seu próprio (e o nosso) imaginário cristão, atravessado por uma mística afrocabocla, para promover uma jornada sincrética pelos vales e planaltos da Chapada, mesclando o folclore e a mitologia popular à reflexão existencial.

Ismail Xavier situou Navarro como autor de um cinema que “passeia por uma poética do insólito de modo incisivo”. Inventivo e único em estilo, “O Homem que Não Dormia” transita entre o realismo fantástico e a alegoria, a graça baiana e o drama barroco, o imediato e o cármico.

O que vemos é um cinema de invenção que se reinventa a cada sequência, numa profusão de imagens em que escatologia e pudor, culpa e redenção, espiritualidade e carnaval, em suma, o sagrado e o profano são contradições essenciais que avivam um mesmo espírito, um mesmo cinema, um mesmo filme. O onírico é um modo do real.

A chegada do peregrino, que vinha atravessando o tempo sem poder dormir, perturba as vidas desses antes acomodados habitantes da pequena cidade, onde barões do passado e coronéis do presente exercem o poder de antes e de hoje, enquanto o povo vive suas alegrias e agruras nas rodas de conversa, no boteco e na igreja.

Na trama do filme, há um tesouro enterrado a ser desencavado enquanto as personagens se defrontam com seus próprios mistérios. O tesouro é uma mentira que guarda verdades! Contradições: a escuridão de um pesadelo ilumina os sonhos; o tempo esquecido faz retornar o presente; o cinema lança luz sobre a crise permanente da vida. A crise, em vez de retrair, expande a realidade! Abaixo a gravidade! Pra frente Brasil…

Por fabricio ramos e camele queiroz


O CINEMATÓGRAFO

A nossa programação é mensal, com diferentes ações que incluem mostras de grandes nomes do cinema, programas inclusivos para crianças, sessões Cult e de Comédia, além do Cinematógrafo, esta sessão, a sessão raiz voltada para filmes contemporâneos que evoquem assuntos do mundo contemporâneo, ligados à arte, à política e à vida mesma, com sessões seguidas de conversa, no Café do Cinema do Museu, conduzida pelos curadores.

O nosso esforço é o de incentivar uma relação de confiança e de descoberta entre o público e a curadoria, feita pelos cineastas Camele Queiroz e Fabricio Ramos, e expandir as relações com o cinema a partir de cada filme apresentado, tomando o cinema como instância de fruição, pensamento e crítica, além de uma espaço de encontro, formação e diálogo crítico. Participem!

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