O primeiro longa de Antonio Calmon, lançado 1971, é um cult brasileiro que, em plena ditadura, faz paródia do próprio cinema com um grito anárquico e delirante, com Trilha especial (Caetano, Os Mutantes, Jorge Ben Jor e outros) e cenas rodadas em Arembepe. Sessão única, dia 25 de fevereiro, na Saladearte Cine Daten, no Shopping Paseo.

Um cult brasileiro, restaurado em 4K, que, em plena ditadura, faz paródia do próprio cinema com um grito anárquico e delirante.
⏰️ 25 de fev, às 19h
📍Na Saladearte – Cine Daten Paseo
📒 NOTA DOS CURADORES
por Mel e Fabricio
📽 O CAPITÃO BANDEIRA CONTRA O DR. MOURA BRASIL
1971 | 71 min | cor e P&B | scope | DCP
O Capitão Bandeira Contra o Dr. Moura Brasil (1971) é uma espécie de curto-circuito entre Rio, Sampa e Bahia: pós-tropicalista, irreverente, contaminado por Cinema Novo e Cinema Marginal, mas sempre em chave de paródia e deriva. Feito no Brasil do pós-AI-5, sob a atmosfera espessa da ditadura, o filme ecoa com um “grito” festivo e desesperado, um escapismo que sabe bem de onde está escapando.

Claudio Marzo é um empresário de sucesso assombrado por figuras misteriosas, entre as quais, o Dr. Moura Brasil, que encarna uma figura repressiva e a pressão da vida burguesa vazia.
Com fotografia de Affonso Beato, o primeiro longa de Calmon (que vinha de sets de Terra em Transe e O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro e depois realizaria 11 filmes, como Menino do Rio, antes de marcar a TV como autor de Armação Ilimitada, Vamp e Top Model, entre várias outras novelas), Capitão Bandeira reúne um elenco estelar: além de Cláudio Marzo e Hugo Carvana, coprodutor do filme, traz Norma Bengell, Dina Sfat, Paulo César Pereio, Miele, Maria Gladys, e uma jovem Sônia Braga nas praias de Arembepe.
E há o desbunde do desbunde: São Paulo, Rio… e a chegada a Arembepe, “aqui perto”, com cenas rodadas nesse litoral que virou símbolo da liberdade hippie. O próprio Calmon passou tempos por aqui e lembraria depois: “loucos, o tempo todo”.
A trilha é uma viagem: Os Mutantes, Caetano Veloso, Jorge Ben Jor, Roberto Carlos, Jimi Hendrix. É um filme único de um diretor inclassificável. Delírio e paródia em um Brasil em Transe






Sessão cinta com o apoio da família Carvana e da @mac_comunicacao
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