Nesta quarta, dia 11/junho, vamos ao nosso 168° Encontro Virtual Cinematógrafo! O assunto, desta vez, é o filme “Honeyland” (2019), dos cineastas Tamara Kotevska e Ljubomir Stefanov, da Macedônia do Norte.
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NOTA DOS CURADORES
(…) sobre amadurecimento, família e seus conflitos, e o amor pela música, assenta sua força emocional nas diferenças de percepção sobre o mundo, em circunstâncias muito especiais.

“Honeyland”, dos cineastas Tamara Kotevska e Ljubomir Stefanov, equilibra, de modo envolvente, a atmosfera documental com o gesto poético de dramatizar o real, num filme sobre modos de vida e ética, cuidado, solidão e finitude.
Hatidze é uma apicultora que, junto com sua mãe, uma idosa adoentada de 85 anos, vive num isolado e antigo vilarejo, de casas de pedra. Ela vive uma delicada relação com as “suas” abelhas, extraindo um puro mel das colmeias das cercanias do vilarejo em que vivem mãe e filha, e mais ninguém. O antigo vilarejo de casas de pedra deve ter sido abandonado à medida que seus antigos moradores passaram a assumir outros modos de vida. As duas mulheres, únicas companhias uma da outra além dos gatos e do cachorro, atravessam as estações nas vastas estepes macedônias.
O ritmo do lugar muda com a chegada de uma ruidosa família de nômades, criadores de gado, que se assenta na vizinhança. A princípio, Hatidze trava conhecimento com os novos moradores, em especial, com as crianças. Ela ensina ao pai nômade os princípios da apicultura que ela cultiva, princípios que sintetizam uma ética ancestral de convivência e reciprocidade com as dádivas da natureza.
O pai da família nômade passa a cultivar suas próprias colmeias e, então, aparecem as diferenças, conflitos surgem. A prática extrativista e do lucro imediato do homem se contrapõe à lógica do cuidado de Hatidze, o que gera um contraste, sem maniqueísmos nem julgamentos, entre modos de habitar o mundo e lidar com as necessidades que a vida impõe, entre diferentes concepções da realidade e perspectivas de futuro. Honeyland” não oferece respostas, nem se apressa em construir sentido. Seu encanto reside na forma como evoca uma experiência sensorial e reflexiva. Faz parte do cinema que observa, que acompanha, que escuta — e que, ao fazê-lo, nos convida a reimaginar a relação entre humanos, natureza e tempo, ao longo da história.
POR Mel e Fabricio, curadores do Cinematógrafo.



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