Nesta quarta, dia 12/julho, vamos ao nosso 144° Encontro Virtual Cinematógrafo e Saladearte! O assunto, desta vez, é o filme egípcio “Yomeddine” (2018), de A. B. Shawky.
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NOTA DOS CURADORES
“Yomeddine” também pode ser visto como um filme sobre amizade e a ousadia de seus personagens…

Vamos ao nosso 144º Encontro Virtual Cinematógrafo. O assunto é “Yomeddine” (2018), longa de estreia do egípcio A. B. Shawky, indicado à Palma de Ouro em Cannes e vencedor do prêmio François Chalais, no mesmo festival. O filme vem depois de um trabalho documental do diretor, gravado em uma colônia de leprosos nas proximidades do Cairo. Na colônia, Shawky conheceu Rady Gamal, que encarna, em “Yomaddine” (termo que significa “Dia do Julgamento”) o protagonista Beshay.
Beshay, um homem de 40 anos, fora deixado por seu pai na colônia de leprosos quando era ainda um menino. Curado, mas marcado pelas cicatrizes da enfermidade, ele se casou na própria colônia e sobrevive da cata do lixo. Um acontecimento dispara a vontade decidida, mas incerta, de Beshay, de buscar sua família em algum lugar do sul do Egito. Junto com Obama, um garoto órfão seu amigo, ele viaja em sua carroça pelo interior do país, enfrentando e descobrindo, pela primeira vez, as amarguras e alegrias do mundo lá fora.
“Yomeddine” é um roadie-movie, mas também um despretensioso estudo de personagem que lembra um deslocado “romance de formação”. Vimos, em “Sabor da Vida”, de Naomi Kawase, o florescimento da amizade de Sentaro, um solitário vendedor de dorayakis, e Tokue, a senhora que vivia num retiro, marcada também pela solidão imposta pelo estigma social da hanseníase. “Yomeddine” também pode ser visto como um filme sobre amizade e a ousadia de seus personagens de buscar expandir seus próprios horizontes num mundo que julga, estigmatiza, fere e, eventualmente, também se revela solidário e cheio de vida.
– Por Mel e Fabricio, cineastas e curadores do Cinematógrafo.



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