Nesta quarta, 28 de fevereiro de 2024, vamos ao nosso 153° Encontro Virtual Cinematógrafo. O assunto, desta vez, é “Umberto D.” (1952), obra-prima do neorrealismo italiano, dirigido por Vittorio De Sica.
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NOTA DOS CURADORES

Itália. O fascismo de Mussolini desemboca na grande guerra e, depois, na profunda crise social, econômica e humanitária que se instaura no país derrotado. Em meio dos escombros da tragédia, emerge o Neorrealismo italiano, momento transformador da história do cinema. Roberto Rossellini, com a chamada trilogia da guerra, Luchino Visconti e, claro, Vittorio De Sica, grandes nomes do neorrealismo, buscam, em suas obras-primas, o que seria, para eles, a vocação primordial do cinema: a de uma janela aberta para o mundo, para o real, um modo de entrever o mundo além das aparências, rodando nas ruas, sob a luz natural e com atores não profissionais.
“Umberto D.” (1952) é um dos marcos do neorrealismo. Narra a angústia de Umberto Domenico Ferrari, o Umberto D., (interpretado por Carlo Battisti, então com 70 anos, professor universitário que nunca havia atuado), um idoso aposentado como funcionário público, que sempre pagou as suas contas e se encontra em dificuldades, ameaçado de despejo por sua insensível e usurária senhoria. Seu destino, e o de seu fiel companheiro, o cachorrinho Flike, está traçado: se ver rebaixado da pobreza à miséria.
Mas Umberto D., em meio de todas as dificuldades, encontra amigos, como a jovem Maria, empregada doméstica que se descobre grávida e não está certa de quem seja o pai da criança. Num encontro de duas tragédias pessoais que acontecem em meio da grande tragédia social, emergem a amizade e a solidariedade que marcam os momentos mais difíceis da vida de quem luta por dignidade.
Vittorio De Sica, que já havia ganhado o Oscar com o célebre “Ladrões de Bicicleta” (1948), conduz a história sem apelar para o sentimentalismo fácil de um drama comovente. Momentos que lembrariam o Carlitos de Chaplin são logo contidos para se ancorarem numa realidade simples, concreta, que emocionam pelo que revelam de mais profundo e próximo, de mais humano. Talvez por coisas assim Ingmar Bergman teria dito: “Umberto D. é … um filme que vi centenas de vezes, que posso amar acima de tudo.”
– Por Mel e Fabricio, cineastas e curadores do Cinematógrafo.



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