Nesta quarta, dia 26/fev, vamos ao nosso 164° Encontro Virtual Cinematógrafo! O assunto, desta vez, é o filme “A Gruta do Cachorro Amarelo” (2009), da diretora Byambasuren Davaa, da Mongólia.

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📒 NOTA DOS CURADORES

seus filmes parecem sussurrar aos ouvidos simples algo como “embora os modos de vida possam desaparecer, nada, ninguém, morre totalmente.”

“Todos morrem, mas ninguém morre totalmente”. A frase, dita em “A Gruta do Cachorro Amarelo”, reflete um sentimento da diretora Byambasuren Davaa que se expressa em seus filmes. Nascida na Mongólia e formada em cinema na Alemanha, ela realiza filmes que revelam os modos de vida de povos nômades, em vias de desaparecimento, de seu país natal, seja em documentários, seja em ficções que integram sempre algo do real, muitas vezes, atores sociais. Este é o caso desse filme, que mostra o cotidiano dos últimos dias do verão da família Batchuluun em uma campina mongol.

A história é bem simples. A família Batchuluun, pai, mãe e três filhos pequenos, vivem como pastores nas estepes de paisagens desoladas e belíssimas da vasta Mongólia. Enquanto outras famílias têm abandonado o milenar modo de vida, eles resistem, indo à cidade eventualmente e protegendo seus rebanhos dos lobos. A filhinha mais velha, Nansal, pastoreando nas planícies, encontra um cãozinho e o leva para casa. Seu pai, porém, temeroso de que o cãozinho tenha sido criado por lobos e, assim, os atraia até o rebanho, proíbe que o cachorro permaneça com a família. Nansal, entretanto, tenta resistir e adotar o seu novo amigo.

Essa história é o pano de fundo de outra, mais profunda, mais viva. A relação das pessoas com a natureza, a força dos laços familiares, a frágil expectativa em torno de um futuro incerto, a presença do sagrado e seus antigos ensinamentos, são as vivências que constituem a experiência do filme, que transcorre em ritmo próprio, sob as nuvens, o vento e o tempo das estepes.

“A Gruta do Cachorro Amarelo” foi o filme escolhido para representar a Mongólia no Oscar de 2006. Ele nos oferece uma experiência singela e profunda, a um só tempo, distante e familiar. A diretora Byambasuren Davaa declara que seu cinema busca contar histórias universais a partir das paisagens de seu próprio país. E, descobrimos, seus filmes parecem sussurrar aos ouvidos simples algo como “embora os modos de vida possam desaparecer, nada, ninguém, morre totalmente.”

POR Mel e Fabricio, curadores do Cinematógrafo.


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