Nesta quarta, dia 26/mar, vamos ao nosso 165° Encontro Virtual Cinematógrafo! O assunto, desta vez, é o filme “Yeenlen” (1987), do diretor Souleymane Cissé (1940-2025).
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📒 NOTA DOS CURADORES
O filme expressa alguma verdade profunda, bela e cósmica que emerge da paisagem sensível africana…

“Yeelen” foi o filme que consolidou Souleymane Cissé (1940-2025), pioneiro do cinema africano, nascido em Bamako, Mali, como um dos grandes nomes do cinema em nível internacional. Foi o primeiro filme da África subsaariana a ser premiado em Cannes, quando venceu o Prêmio do Júri no festival, em 1987. Foi também o filme que inspirou Martin Scorsese a criar o World Cinema Project, sua ONG dedicada à restauração de filmes negligenciados do mundo inteiro. Scorsese considerou o longa “uma das grandes experiências reveladoras da minha vida como espectador de cinema.”
O filme narra a história de Niankoro (Issiaka Kane), um jovem que, auxiliado por sua mãe (Soumba Traore), uma mulher misteriosa e sábia, parte de sua tribo em uma jornada de autoconhecimento e de fuga de seu pai, Soma (Niamanto Sanogo), um poderoso feiticeiro que persegue o próprio filho decidido a destruí-lo, acusando Niankoro de lhe ter roubado poderes mágicos. Entre pai e filho, paira a luta pelo domínio do poder do “Komo”, uma sabedoria ou ciência da magia ancestral que ordena o cosmos. Cissé prefere trabalhar com atores não profissionais e todos os personagens do filme são representados por bambaras, povo antigo que habita a região do Mali.
Em seus 50 anos de carreira, Souleymane Cissé, em sua filmografia iniciada nos anos 1970, realizou obras que valorizavam, a um só tempo, o realismo e o mistério, a tradição e a crítica de seu peso nas sociedades patriarcais africanas. “Yeelen”, considerado sua obra-prima, rodado nas vastas paisagens do Mali e falado em bambara (o título do filme significa “luz” no idioma nativo do diretor) é profundamente enraizado nos mitos e nas tradições do país.
“Yeelen” conta uma história de família, fé, poder e crescimento espiritual, que põe em conflito as gerações em meio de uma ordem cósmica misteriosa e mutável. Souleymane Cissé declarou que fez o filme “em parte (…) em oposição aos filmes etnográficos europeus”. É que não basta ver “Yeelen” de uma perspectiva cosmológica, mitológica ou alegórica. O filme expressa alguma verdade profunda, bela e cósmica que emerge da paisagem sensível africana e que só pode ser revelada através da magia do cinema, o cinema especial de Cissé. Uma verdade no sentido de uma percepção misteriosa e próxima que ilumina e encanta.
POR Mel e Fabricio, curadores do Cinematógrafo.



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