Nesta quarta, dia 29 de outubro, vamos ao nosso 172° Encontro Virtual Cinematógrafo! O assunto, desta vez, é o filme “Cristais de Sangue” (1975), e contaremos com presenças online da diretora Luna Alkalay e de Felipe Abramovictz, responsável pela restauração do filme.
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NOTA DOS CURADORES
POR Mel e Fabricio, curadores do Cinematógrafo*.
(…) O tempo põe limo nas pedras e morte nos olhos dos homens. Tem sido difícil sobreviver. O único jeito que encontro é rodear-me de mistério e esperar, não sei fazer de outra forma”. – (reflexão da personagem Maria do Rigoletto).

Negligenciado pelo cânone do cinema brasileiro, “Cristais de Sangue” é uma obra-prima que congrega simplicidade e poesia, história e atemporalidade, realidade e fabulação encantadora. Restaurado e relançado em 2024 pela parceria da diretora Luna Alkalay com o pesquisador Felipe Abramovictz, o filme, enfim, reaparece em cena. Com admiração e alegria, vamos conversar sobre “Cristais de Sangue” no nosso 172° Encontro Virtual, com as presenças online de Luna e de Felipe.
Primeiro longa-metragem rodado na Chapada Diamantina, Cristais de Sangue começa em Cachoeira (BA), com a chegada à cidade do moçambicano Rui (Rui Polanah), em busca de seu misterioso pai, Sunzé, um mitológico garimpeiro da Chapada que teria encontrado um grande diamante e, então, desaparecido. Quando Rui chega a Mucugê, ele encontra Maria do Rigoletto, uma misteriosa jovem mantida aprisionada pelo coronel, seu padrasto. Rui ajuda Maria a se libertar e, juntos, eles sofrem a violenta perseguição do coronel e seu cruel jagunço (Tuna Espinheira).
O filme já nasceu histórico, fruto da parceria de Luna com Aloysio Raulino, grande cineasta e fotógrafo brasileiro, que trabalhou em filmes icônicos (autor de “Noites Paraguais”, dirigiu a fotografia de “O Homem que Virou Suco”, “Serras da Desordem”, o próprio “Cristais de Sangue”, entre outros). No elenco, além do cineasta baiano Tuna Espinheira (Cascalho, 2004), tem Ruy Polanah, ator e produtor moçambicano que trabalhou com Ruy Guerra e Werner Herzog. E teve, na ocasião do lançamento, material gráfico/HQ criado por Rogério Duarte, o mentor do tropicalismo.
“Cristais de Sangue” nos transporta ao imaginário profundo do sertão/chapada, numa andança cheia de realismo mágico, com mouros e coronéis, conflitos e poesia, e personagens místicos. A fantasia, entretanto, não prescinde da presença viva do real, do tom quase documental em passagens que mostram imagens da gente e das paisagens da Chapada.
- Fabricio e Mel são cineastas, pesquisadores e curadores do Cinematógrafo na Saladearte. Realizaram Mostras de Cinema como a “Cine Odé – Cinema no Terreiro”, em Ilhéus, e dirigiram juntos vários filmes, destacando-se “hera” (2012), “Muros” (2015) e “Quarto Camarim” (2017).



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Participe do nosso 172º Encontro Virtual Cinematógrafo! Os encontros virtuais são uma ação que viemos realizando desde o início da pandemia, mas que ganharam dinâmica própria e continuam, mesmo com a retomada das sessões presenciais. Os curadores Mel e Fabricio vão introduzir a conversa e depois abrir à participação do público. Venha compartilhar suas impressões conosco.
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