Nesta quarta (22), vamos à mais um encontro Virtual, conversar sobre um filme de Alain Tanner.
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📒 NOTA DOS CURADORES
POR Mel e Fabricio*, curadores do Cinematógrafo

Alain Tanner (1929-2022) foi um expoente do cinema suíço e do cinema moderno europeu. Vários de seus filmes exprimiam aspirações e desilusões da geração pós-68 e a dialética entre utopia e a sua negação. Já discutimos três de seus filmes em nossos encontros Cinematógrafo: o provocativo “Jonas Que Terá Vinte e Cinco Anos no Ano 2000” (1976), e, também, “A Anos-Luz” (1981), “Paul s’en va” (2004), seu último filme.
Neste simples e belo “O Homem que Perdeu a Sombra”, Paul, um jovem desiludido, escapa da França para um vilarejo praiano na Espanha, que curiosamente tem um restaurante chamado Bahia, e que pertence a Antonio, um velho exilado comunista andaluz que acolhe Paul como uma espécie de pai sentimental, um personagem que simboliza a fé na utopia, apesar de tudo.
Paul deixara Anne, sua mulher, e o seu filhinho na França, com um lacônico bilhete de “volto em breve”, buscando a solidão. Mas Anne, que o ama, fica angustiada e se une a ex-namorada de Paul, Marie, a quem ela não conhecia, para ir busca-lo na Espanha. O filme se desenrola no encontro inusitado entre os três e a companhia paternal de Antonio, numa virada sobre emoções, amor e o torvelinho de sentimentos e impulsos que atravessa a condição humana no mundo moderno.
Uma pessoa que perde a fé, segundo o velho Antonio, perde a própria sombra. É o que aconteceu a Paul, ele acusa. Quando as mulheres chegam ao vilarejo, conflitos eclodem entre ciúmes, amor e liberdade. Se Paul, que se refugia em livros e teorias, queria liberdade e melancólica quietude, é a vida que se impõe com sua energia e a presença das pessoas que amam. Se a vida é sombra é também a própria luz que a engendra. Dialética da vida!
*Fabricio e Mel são cineastas, pesquisadores e curadores do Cinematógrafo na Saladearte. Realizaram Mostras de Cinema como a “Cine Odé – Cinema no Terreiro”, em Ilhéus, e dirigiram juntos vários filmes, destacando-se “hera” (2012), “Muros” (2015) e “Quarto Camarim” (2017).



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