Confira a Programação de janeiro nas imagens abaixo:

O nome do Cine cineasta de janeiro/fevererio é Hayao Miyazaki, que completou 82 anos no último 5 de janeiro.

Nascido em 5 de janeiro de 1941, Miyazaki é um animador, diretor, produtor, roteirista, autor japonês. Co-fundador do Studio Ghibli, um dos mais célebres do mundo, ele obteve aclamação internacional como um narrador magistral e é amplamente considerado um dos cineastas mais talentosos da história.

Suas obras, que encantam desde crianças até jovens e adultos, abordam temas como a relação da humanidade com a natureza e a tecnologia, a importância da arte e a dificuldade de manter uma ética pacifista em um mundo belicoso. As protagonistas de seus filmes geralmente são garotas ou mulheres jovens e corajosas, e vários de seus filmes apresentam antagonistas também com qualidades redentoras, evitando enredos moralizantes duais e fáceis.

Miyazaki foi nomeado Pessoa de Mérito Cultural 2012 e recebeu o Oscar Honorário por seu impacto na animação e no cinema em 2014.

Exemplos: “Meu Vizinho Totoro” se tornou símbolo do Estúdio Ghibli. “Princesa Mononoke” foi o primeiro filme de animação a ganhar o Prêmio da Academia do Japão de Imagem do Ano, e logo se tornou o filme de maior bilheteria no país, em 1997. “A Viagem de Chihiro”, de 2001, se tornou o filme de maior bilheteria da história japonesa, ganhando o Oscar de Melhor Animação em 2003, e é frequentemente classificado entre os maiores filmes dos anos 2000. Miyazaki, entretanto, se recusou a comparecer à cerimônia do Oscar na ocasião, em protesto contra o envolvimento dos Estados Unidos na Guerra do Iraque.

Todos esses filmes compõem a nossa mostra!

👉 EXTRAS



Ao todo, vamos ver sete obras do mestre japonês e mais duas extras: o documentário “Estúdio Ghibli, Reino de Sonhos e Loucura” (2013), que revela aspectos mais intimistas de Miyazaki; e o espetacular Concerto Ghibli do Budokan, em que seu grande parceiro, criador das trilhas sonoras do Ghibli, o maestro Joe Hisaishi, homenageia o mestre e rege a orquestra no concerto de comemoração dos 25 anos do estúdio, em 2008.

✔️ Aguardem a programação detalhada e as informações sobre cada filme apresentado!

📌 Sessões únicas, nas salas do Circuito Saladearte!

NUANÇAS DE HAYAO MIYAZAKI



A obra de Hayao Miyazaki é atravessada por uma série de temáticas transversais e elementos recorrentes, que vão desde a reiteração de certos traços psicológicos de suas personagens até a preocupação ambiental, o antibelicismo, complexidades morais e o fascínio pela aviação.

Miyazaki se sente inquieto em relação ao destino da cultura tradicional japonesa, perturbada pela intensidade da globalização e da vertigem da pós-modernidade, marcos culturais que, para o cineasta, vêm provocando um atrofiamento da imaginação. Apesar da crítica circunstancial que faz o diretor buscar certa “japonesidade” fundamental, Miyazaki se move em um momento de fluxos culturais transnacionais que intervêm na configuração de toda a sua obra.

Em vez de reivindicar uma japonesidade tradicional estática, a visão de Miyazaki em torno da noção de tradição é diversa e dinâmica. Assim, sua poética reflete traços evidentes da cultura japonesa, mas sua mensagem e a ética que ela exprime é inteiramente assimilável para qualquer cultura ou espaço geográfico, alcançando a admiração do público japonês tanto quanto de gente de todo o mundo.

A obra de Miyazaki, nesse sentido, vem carregada de múltiplas referências que enriquecem as narrativas, sem por isso despojar o cineasta de sua marca autoral. O autor de “Nausiccä do Vale dos Ventos” e “O Castelo no Céu” presta homenagens, em suas obras, a autores literários ocidentais, desde Homero e Ovídio até Stevenson, Lewis Carrol e Julio Verne, mas também aos precursores do mangá japonês.

Miyazaki valoriza o equilíbrio entre realidade e fantasia. O diretor cria no território da noção de “possibilidades perdidas”: para ele, não elegemos uma era, um lugar e uma vida para existirmos. Os mundos fantásticos da animação representariam intensamente nossos desejos e esperanças e ilustram um mundo de possibilidades perdidas que são recriadas no cinema!

A essa aventura é que convidamos o público neste ciclo Miyazaki do Cine Cineasta, no Circuito Saladearte.

Programação de janeiro nos cards postados.

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Dos curadores.

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