O filme pode ser visto no Petra Belas Artes (acesse aqui) e será o tema do encontro do dia 29 (quarta), às 19h30, via Google Meet. Cadastre-se para receber por email os links dos encontros: clique aqui.

LINK PARA A SALA VIRTUAL (será aberta quarta, às 19h):

Google Meet (pode ser acessado diretamente no computador ou no celular, através de um app): CLIQUE AQUI.

SOBRE O FILME

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Um casal de evangélicos embrenha-se na selva amazônica brasileira para catequizar índios isolados. O propósito missionário e as relações deles com os indígenas se tornam instáveis com o aparecimento de um mercenário descendente de índios norte-americanos.

Lançado em 1991, “Brincando nos Campos do Senhor” carrega uma mística que, com o passar dos anos, restaura o lugar especial do filme de Hector Babenco. Produção mista estadunidense e brasileira, caótica e dispendiosa, cujas filmagens se arrastaram por quase um ano na Amazônia, o filme não foi inicialmente bem visto pela crítica e pelo público. Mais tarde, relançado em DVD, renovam-se as apreciações e a densidade moral, histórica e política da obra restabelecem sua importância.

O Roteiro, adaptado do romance homônimo de Peter Matthiessen, é de Jean-Claude Carrière (em parceria com o próprio Babenco), que escreveu os cinco últimos filmes de Luis Buñuel e trabalhou com nomes como Nagisa Oshima, entre outros. O filme conta com elenco também misto, nacional e internacional: Tom Berenger, Daryl Hannah, John Lithgow, Tom Waits, Aidan Quinn e Kathy Bates, e os brasileiros com Stenio Garcia, Nelson Xavier e José Dumont.

Como destacou Ricardo Piglia, o diretor argentino- brasileiro sempre conta a história de um personagem que está no limite, dividido entre dois mundos, à margem da lei, na fronteira da sociedade. Pixote, Lúcio Flávio, Luis A. Molina (em “O Beijo da Mulher Aranha”), Francis Phelman (em “Ironweed”), Lewis Moon (em “Brincando”) são reencarnações de uma figura que reaparece e persiste, com variantes, em todos os seus filmes.

“Brincando…” parece refletir esses limites e essa divisão de mundos que criam a mística de uma obra. Hector Babenco, de fato, vivenciou tensões e pressões de uma produção independente de mais de 20 milhões de dólares, enfrentando uma batalha digna de sua própria trajetória de sujeito nômade, filiado à tradição dos exilados que nasceu na Argentina, viveu na Europa, filmou nos EUA, foi indicado a Oscars para depois ter dificuldade de conseguir filmar. Dois mundos que unem Pixote e o amigo Hindu, os corações iluminados e os índios nos campos do senhor.

Nosso encontro é quarta, 19h30. Para receber por email o link da reunião, cadastre-se: clique aqui.

Assita ao filme e participe do Encontro Virtual através do aplicativo Google Meet, que pode ser instalado no celular ou acessado no computador. Os links diretos para o ambiente do encontro são divulgados nos dias de cada reunião em nossas redes no Instagram e Facebook.

 

O CINECLUBE SALADEARTE DATEN e CINEMATÓGRAFO

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Enquanto as sessões do Cinematógrafo no Circuito de Cinema Saladearte estão suspensas por conta do distanciamento social imposto pelo coronavírus, a Saladearte Cine Daten, junto com os curadores do Cinematógrafo – os cineastas Camele Queiroz e Fabricio Ramos – vão promover encontros virtuais para conversar sobre filmes que serão propostos e podem ser vistos online.

Segundo os curadores, “várias plataformas culturais de streaming abriram seus catálogos temporariamente para acesso gratuito, ampliando a oferta de filmes independentes que nem sempre podem ser vistos em plataformas como Netflix. E mesmos nesta, há filmes que podem entrar em nossas sugestões”.

A cada semana, os curadores indicarão nas redes sociais do Cinematógrafo e do Circuito Saladearte um filme para ser visto online, em casa! Os bate-papos virtuais sobre os filmes acontecerão aos sábados e às quartas, às 16h, na plataforma Google Meet, com mediação dos próprios curadores.

O público interessado pode se cadastrar no breve formulário online para receber por email o link de acesso aos encontros virtuais: acesse o formulário.

Ou acompannhar no Instagram e Facebook do Cinematógrafo a programação durante toda o período em que as salas de cinema precisarem ficar fechadas por conta do distanciamento social necessário para conter a disseminação do coronavírus.

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